CNY: PBoC resiste a forte apreciação, afirma Commerzbank

Economistas da Commerzbank, Henry Hao e Volkmar Baur, apontam que os lucros industriais da China subiram no início de 2026, impulsionados por eletrônicos ligados à IA, mas esse impulso já existia antes do choque energético recente. Com o petróleo mais caro pressionando margens downstream e encerrando a deflação de preços ao produtor pela inflação de custos, é improvável que o PBoC permita uma valorização forte do yuan que prejudique ainda mais os exportadores.

Choque energético complica a postura cambial

Esse choque energético pode atuar como uma ferramenta de dois gumes.

Isso resulta em uma economia de dois ritmos, em que as grandes companhias de energia na ponta upstream acumulam lucros às custas da produção local.

Embora a redução da pressão deflacionária alivie um peso estrutural, a compressão das margens no downstream coloca o banco central em posição sensível.

Consequentemente, é ainda mais improvável que o PBoC permita uma valorização acentuada do yuan neste ano.

Embora uma valorização do yuan possa reduzir o custo de energia importada e amenizar parte da pressão de custos, isso, por sua vez, prejudicaria os exportadores ao perderem competitividade no mercado global.