O time de pesquisa do Danske observa que o PIB e a produção industrial da China surpreenderam positivamente, enquanto as vendas no varejo permaneceram fracas e o desemprego avançou. A instituição aponta que um crescimento de 5% do PIB deve tranquilizar os formuladores de política, mantendo espaço para estímulos caso o impacto da guerra no Irã aumente.
Crescimento sólido e sentimento de risco elevam a moeda
O país divulgou seu lote mensal de dados, revelando uma economia de dois motores com demanda interna fraca e exportações/produção fortes. O PIB avançou 5,0% a/a no 1º trimestre, acima das expectativas de 4,8% a/a, e a produção industrial ficou em 5,7% a/a (expectativa 5,3%), impulsionada pelas exportações.
As vendas no varejo de março tiveram fraco desempenho, crescendo apenas 1,7% a/a, abaixo da média de 2,8% nos dois primeiros meses do ano. As notícias positivas vieram dos preços das casas, que caíram 0,21% m/m, menor recuo do que o visto recentemente, enquanto a taxa de desemprego subiu de 5,3% em fevereiro para 5,4% em março, o maior nível desde fevereiro do ano passado.
O crescimento de 5% do PIB oferece tranquilidade aos legisladores de Pequim, que permanecem prontos para estimular a economia nos próximos trimestres caso o impacto da guerra no Irã sobre exportações e demanda interna se intensifique.
Os números contribuíram para o tom de risco positivo nos mercados acionários chineses durante a sessão e o yuan encerrou o dia com leve valorização.