Choque de energia nos EUA pode impulsionar o CPI principal, segundo Deutsche Bank

Economistas do Deutsche Bank projetam aceleração acentuada do CPI dos EUA em março, com o repasse dos preços da gasolina para o consumidor. A leitura agregada deve subir 0,95% na comparação com o mês anterior, a maior desde junho de 2022, elevando a leitura anual a 3,4%. O núcleo do CPI deve avançar com ritmo mais moderado, mantendo a inflação subjacente acima da meta de 2% do Federal Reserve.

Leitura principal deve acelerar diante do choque de combustível

Embora os preços do petróleo tenham recuado desde o anúncio de cessar-fogo, as preocupações com a inflação continuam elevadas, o que coloca os olhos na divulgação do CPI de março. Este dado é importante porque cobre o período desde o início da guerra no Irã em 28 de fevereiro, e vemos, a partir da prévia do CPI da zona do euro, que o choque de energia já está visível nos números.

Para hoje, os economistas dos EUA esperam um salto relevante devido ao aumento dos preços da gasolina, com o CPI mensal total em +0,95% em março.

Se confirmado, seria a maior leitura mensal desde junho de 2022 e levaria a variação anual de volta a 3,4%, algo que não víamos desde o começo de 2024.

No que tange ao núcleo do CPI, a expectativa é de ganho menor, pois ele exclui energia e alimentos, com o núcleo mensal em +0,33% e o indicador anual em +2,7%.