A China determinou que centros de dados financiados pelo governo usem exclusivamente chips de IA fabricados no país, uma medida que pode afetar fabricantes estrangeiros como Nvidia, AMD e Intel.
A norma, anunciada nas últimas semanas, exige que projetos com menos de 30% de conclusão removam ou cancelem a compra de chips estrangeiros, enquanto projetos mais avançados serão avaliados caso a caso.
A política representa um dos passos mais firmes de Pequim para tirar tecnologia estrangeira de infraestruturas críticas e acelerar a autossuficiência em chips de IA, dando impulso aos produtores locais como Huawei.
A medida ocorre em meio a sinais de diminuição das tensões comerciais entre Washington e Pequim, embora a tecnologia de chips continue no centro da disputa. A Nvidia, que já teve uma participação dominante no mercado chinês, viu sua fatia encolher a zero após restrições de exportação dos EUA.
Analistas avaliam que a decisão pode redesenhar o setor de data centers da China, avaliado em cerca de US$ 100 bilhões, aprofundando a distância entre as capacidades de IA dos EUA e da China, com empresas nacionais ganhando espaço sob proteção estatal.
Essa ofensiva reforça o afastamento tecnológico entre países e sinaliza apoio de longo prazo a firmas locais de semicondutores como Huawei e Cambricon, visando fortalecer a indústria doméstica.