A análise do Commerzbank sobre o desempenho recente das moedas da Europa Central e Oriental (CEE FX) revela que, apesar da força do euro acima de 1.17, que historicamente favorece moedas de alto beta como o zloty polonês (PLN) e o forint húngaro (HUF), a coroa tcheca (CZK) também apresentou ganhos significativos. Isso é atribuído à divergência nas trajetórias de política monetária da região.
O banco central tcheco (CNB) é o único na região com expectativa de aperto monetário nos próximos meses, um movimento já precificado pelos FRAs. Em contraste, o banco central polonês (NBP) sinaliza a possibilidade de cortes em breve, e o banco central húngaro (MNB) permanece em ciclo de afrouxamento, com cortes adicionais esperados.
O relatório destaca que, embora o conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo acima de US$ 90/barril tenham enfraquecido o dólar, permitindo a recuperação de moedas de alto beta como PLN e HUF, a CZK se fortaleceu de forma independente. O MNB deve cortar em 25 pontos base amanhã e possivelmente em setembro, enquanto o NBP pode reverter sua orientação sobre cortes.
Diante desse cenário, o Commerzbank vê a CZK como a moeda com as melhores perspectivas de curto prazo. A combinação de uma política monetária doméstica mais favorável e suas características defensivas a tornam uma candidata forte, especialmente em um ambiente global de risco volátil.


