O economista do ING, Min Joo Kang, afirma que a nomeação de Shin Hyun-song para governador do BoK sinaliza um viés mais agressivo na política, com a possibilidade de aumentos de juros preventivos. Ele destaca pressões inflacionárias persistentes e o endividamento elevado das famílias, sugerindo que o BoK pode apertar as regras antes do esperado pelo mercado.
Novo governador sinaliza viés de aperto mais cedo
No último domingo, o governo indicou Shin Hyun-Song como candidato ao cargo. Shin atua como assessor econômico no BIS, com experiência acadêmica e em formulação de políticas. Embora sua visão ganhe clareza na sabatina parlamentar, declarações anteriores dele, combinadas com as condições macroeconômicas da Coreia, indicam uma postura mais restritiva.
Anteriormente, ele enfatizou a necessidade de ações preemptivas e firmes para evitar inflação, crédito excessivo e desequilíbrios financeiros. Shin descreveu o endividamento das famílias como consequência de liquidez excessiva e como ameaça aos fundamentos subjacentes da economia.
Apesar de iniciativas do governo ajudarem a estabilizar a inflação no curto prazo, as pressões continuam a se intensificar. A depreciação do won, associada ao aumento dos preços do petróleo, tende a ampliar as pressões inflacionárias. Além disso, o endividamento familiar elevado é um dos fatores que sugerem que o novo governador pode implementar altas de juros mais cedo do que o mercado estimava.
Se aprovado pelo parlamento, Shin comandará a primeira reunião de política monetária do BoK em 28 de maio. O mandato de quatro anos do atual governador Rhee Chang-yong vai até 20 de abril. Também é crucial observar quem substituirá Shin Sung Whan, que se aposenta em maio. Com Shin Sung Whan adotando uma posição mais dovish, o espectro na diretoria muda com essa mudança.
À medida que os riscos para o crescimento econômico aumentam e os riscos inflacionários sobem, o BoK enfrentará um desafio ainda maior para equilibrar crescimento e inflação.