Visão geral
BoA aponta que a demanda por empréstimos na China continua fraca, com a atividade no setor imobiliário e nos investimentos ainda contidas, apesar de leve melhoria em financiamentos ligados à infraestrutura.
Dados de crédito: Novos empréstimos em yuan somaram 1,29 trilhão, alinhados às expectativas do BoA, porém abaixo da previsão de 1,46 trilhão. O financiamento social total ficou em 3,53 trilhões de yuan, enquanto M1 subiu 7,2% e M2 desacelerou para 8,4%.
O endividamento das famílias recuou: empréstimos ao consumo foram 389 bilhões de yuan, frente a 500 bilhões no ano anterior, e empréstimos corporativos caíram para 1,22 trilhão, de 1,49 trilhão. Embora o crédito de curto prazo ao consumo tenha melhorado diante de subsídios de juros, os volumes permanecem bem abaixo de 2024. Empréstimos para gastos de capital das empresas também recuaram, para 910 bilhões.
Apesar do apoio de política monetária, a demanda total por empréstimos segue contida, e gastos em infraestrutura podem oferecer espaço limitado para um crescimento do crédito no quarto trimestre.
A avaliação de BoA reforça a visão cautelosa sobre o ritmo de crédito na China, sugerindo que a fraqueza do setor imobiliário continua a compensar o estímulo fiscal. Ganhos modestos com infraestrutura no Q4 podem estabilizar as métricas de crédito, mas é improvável que reacenda a procura privada por empréstimos.