Barron’s 2025 picks superaram o S&P 500: veja o que vão comprar em 2026

Resumo de 2025 e perspectivas para 2026

Em 2025, a Barron’s mostrou que seu conjunto de escolhas rendeu um retorno total de 27,9%, superando o S&P 500, que avançou 15,3%.

Destaques de 2025: os maiores ganhos vieram de ações como Alibaba (BABA) com +81,0%, e Alphabet (GOOGL) com +67,5%.

Também houve contribuições significativas de Citigroup (C) com +59,8% e ASML Holding (ASML) com +58,5%; UBER também entregou +37,0%.

Nem tudo foi perfeito: Moderna (MRNA) caiu 32,2% e Everest Group (EG) recuou cerca de 11%. Mas um saldo de vencedores forte sustenta o portfólio.

Perspectivas para 2026: “Laggards Leading”

Para o próximo ano, o foco muda para uma abordagem de valor e defesa, com a ideia de que ações menos badaladas podem liderar no longo prazo.

Top 10 Picks para 2026:

  1. Amazon (AMZN): a peça atípica em uma lista de valor, mas funciona como âncora.
  2. Bristol Myers Squibb (BMY): recuo recente de 9,5%, porém com dividend yield de 4,9%.
  3. Comcast (CMCSA): escolha contrarian; queda de 26,5% no ano, yield 4,8% e múltiplo de 2026 em 6,7x.
  4. Exxon Mobil (XOM): energia continua no centro; o movimento recente surpreendeu diante da queda nos preços do petróleo.
  5. Fairfax Financial (FRFHF): a empresa canadense está com +27,3% no ano, ainda com apenas 10,2x os lucros.
  6. Flutter Entertainment (FLUT): aposta no setor de jogos, com recuo de 15,5%.
  7. Madison Square Garden Sports (MSGS): desempenho estável, com foco em ativos.
  8. SL Green Realty (SLG): o gráfico mais desafiador do grupo, queda de quase 35% no ano, mas rendimento de 7,0%.
  9. Visa (V): crescimento defensivo, negociando em torno de 25x lucros, preferência de fundos especulativos.
  10. Walt Disney (DIS): leve recuo neste ano, com relação preço/ganho futuro em torno de 16,5x.

Conclusão: a estratégia deste ano é defensiva e com alto rendimento, esperando que os vencedores diminuam o ritmo enquanto o capital gire para as ações consideradas mais baratas e estáveis, como imóveis (SLG), mídia (CMCSA, DIS) e farmacêuticas (BMY).

Com rendimentos em torno de 5% a 7% em alguns nomes, a aposta aponta para um mercado onde o retorno total virá principalmente da renda, não apenas da expansão de múltiplos.