A expectativa de cortes de juros até o final do ano permanece elevada, com o Fed recebendo ampliações de cortes de 48 pontos-base e probabilidade de corte em 98% na próxima reunião. A projeção para 2026 aponta 120 pontos-base de alívio para o Fed, juntamente com ajustes esperados para outros bancos centrais.
Observando a curva de 2026, o BCE deve cortar 2 bps (99% de probabilidade de manutenção), com 18 bps de alívio acumulados em 2026. O BoE é visto com 11 bps de cortes em 2026, precedido por 85% de probabilidade de manter as taxas estáveis na próxima reunião, totalizando 54 bps de redução até 2026. O BoC tem 25 bps de cortes esperados, com 62% de probabilidade de redução na próxima reunião, somando 40 bps em 2026. O RBA registra 24 bps de cortes com 60% de probabilidade de manter as taxas, totalizando 44 bps em 2026. O RBNZ aponta 24 bps de cortes com 92% de probabilidade de recorte na próxima reunião, totalizando 41 bps em 2026. O SNB projeta apenas 2 bps de mudança com 92% de probabilidade de manter as taxas estáveis, somando 13 bps em 2026.
Já do lado de alta de juros, o BoJ é visto com 12 bps de aumento, mas com 77% de probabilidade de não mudar na próxima reunião, totalizando 40 bps de alta em 2026. Observação: a precificação de 2026 reflete o easing acumulado esperado até o fim de 2026, não apenas o que deve ocorrer dentro de 2026.
Após a ameaça de Trump de impor tarifas de 100% sobre a China na última sexta-feira, o mercado ficou mais dovish para o Fed, incorporando maior risco de crescimento. Também observamos aumento das apostas dovish para o BoE e o RBA após relatórios mais fracos de emprego no Reino Unido e na Austrália.