A administração Trump está se preparando para cortar mais de 10 mil cargos federais durante o atual shutdown, segundo informações do Departamento do Orçamento da Casa Branca. O objetivo é fechar a burocracia, mirando agências e programas considerados não essenciais. Avisos de redução de quadro já foram enviados a milhares de servidores, e demissões devem ocorrer.
O secretário do orçamento, Russell Vought, disse ainda que pretende encerrar o CFPB em dois a três meses, alegando que a agência tem sido politicamente instrumentalizada. Outros alvos em potencial incluem programas climáticos do Departamento de Energia, iniciativas de justiça ambiental na EPA e a Minority Business Development Agency, do Departamento de Comércio.
Poucos momentos após as declarações, um juiz federal emitiu uma ordem de restrição temporária para interromper as demissões, afirmando que as ações violam a lei federal. O shutdown, já na terceira semana, deixou funcionários federais sem pagamento, enquanto o presidente ordenou o pagamento continuado para militares ativos com fundos remanescentes do Departamento de Defesa.
O plano de redução de funcionários reforça a postura de austeridade do governo, aumentando a incerteza política e o risco de serviços públicos mais lentos. Os mercados podem interpretar a medida como deflacionária do ponto de vista fiscal e, ao mesmo tempo, politicamente instável.