Ao adaptar a legislação, o Energy Act de 2020 orienta o USGS a revisar periodicamente a lista de minerais críticos, guiando políticas e investimentos do governo. O órgão deve também atualizar a metodologia de identificação, coletar feedback entre agências e o público por meio do Federal Register, e, por fim, concluir a lista.
Em 2022, a lista de minerais críticos continua a incluir uma gama de materiais estratégicos — alumínio, antimônio, arsênio, barita, berílio, bismuto, terras-raras como cério, neodímio e lantanídeos, entre outros — com foco em aplicações que vão de catalisadores a cerâmicas, vidros e ligas metálicas.
A nova edição da lista adicionou urânio, cobre, prata, carvão metallúrgico, potássio, silício e chumbo, ampliando o conjunto de itens considerados vitais para a segurança econômica e nacional.
O debate sobre segurança nacional ganhou ainda mais peso na definição de poderes executivos para tarifas. Recentemente, o Supremo Tribunal dos EUA analisou casos envolvendo tarifas justificadas por segurança nacional, com argumentos apresentados pela administração para sustentar esse alcance.
Em termos práticos, a ampliação da lista favorece a narrativa de defesa da administração. Se a China interromper o fornecimento de materiais críticos — como cobre ou chumbo —, surgem questões sobre a possibilidade de retaliação tarifária embasada em segurança nacional.