Ouro está à frente da curva?

Contexto atual

O ouro demonstrou força ao se beneficiar de um ambiente de incerteza, acompanhando ativos de risco e rompendo barreiras técnicas.

Nível técnico em foco: o metal está testando o nível de retração de 50,0% da oscilação de outubro, com altas de quase 6% desde o fundo próximo de 3.900, após uma queda de mais de 10%.

Manter acima do patamar de 50% é crucial para sustentar o impulso rumo a 4.200, e depois disso mirar as máximas de outubro ao redor de 4.375-4.381.

Por que o ouro sobe? Mesmo sendo visto como refúgio, o ouro tem se valorizado em meio a incerteza inflacionária, cautela com políticas monetárias e dívidas de grandes economias, o que pode atrair fluxos de liquidez de risco.

  • Condições macro globais difíceis aumentam a demanda por proteção
  • Aumento de reservas de ouro por bancos centrais
  • Saídas e entradas em ETFs de ouro com forte demanda

Além disso, o cenário de inflação e juros fortemente monitorado pode manter o ouro sob pressão positiva enquanto o sentimento de risco permanecer elevado.

Enquanto bancos centrais continuam a ampliar reservas e ETFs registram demanda robusta — 8,2 bilhões de dólares em outubro, um aumento de 6% em apenas um mês —, com a China contribuindo com 4,5 bilhões, o ambiente permanece favorável para o metal.

Perspectivas: o risco de uma reprecificação ocorre se a narrativa inflacionária se acalmar sem cortes de juros suficientes no próximo ano, o que poderia limitar ganhos em 2026. Por outro lado, se o cenário de risco permanecer, ouro e ações podem seguir subindo em conjunto.