Contexto e principais pontos
As expectativas de cortes de juros até o fim do ano permaneceram próximas de consenso, enquanto ajustes menores nas projeções para 2026 aparecem entre os principais bancos centrais.
Fed: 16 bps de cortes esperados (65% de probabilidade de redução na próxima reunião). Em 2026, a previsão é de 82 bps.
ECB: 1 bps de corte com alta probabilidade de manutenção inalterada (96%). Em 2026, 12 bps.
- BoE: 15 bps de cortes esperados (57% de probabilidade de queda na próxima reunião). Em 2026, 57 bps.
- BoC: 3 bps com alta probabilidade de manter as taxas (87%). Em 2026, 10 bps.
- RBA: 4 bps de corte com alta probabilidade de manter as taxas inalteradas (86%). Em 2026, 18 bps.
- RBNZ: 28 bps de corte com alta probabilidade de redução na próxima reunião (91%). Em 2026, 44 bps.
- SNB: 3 bps de mudança improvável (89% de manter as taxas). Em 2026, 8 bps.
BoJ: 6 bps de alta (75% de probabilidade de manter inalteradas até o fim do ano). Em 2026, 42 bps.
Observação: a precificação de 2026 reflete o total de cortes esperados até o fim do período, e não apenas o quanto deverá ocorrer em 2026.
Para ver a atualização mais recente, consulte o última atualização de 31 de outubro.
Na semana passada, os dados relevantes incluíram o ADP de empregos dos EUA e o ISM de serviços, além da decisão do BoE e do relatório de emprego canadense. Os números dos EUA vieram fortes, mas o pricing de mercado permaneceu estável, sugerindo que traders esperam o NFP e o CPI para sinalizar a direção final.
A decisão do BoE foi relativamente dovish, com o governador Bailey sinalizando que um corte em dezembro ficaria condicionado à confirmação da melhora da inflação. O BoE terá dois relatórios de emprego e inflação antes da próxima reunião, fornecendo dados suficientes para uma decisão mais embasada.
Por fim, o relatório de emprego do Canadá surpreendeu mais uma vez, com queda acentuada da taxa de desemprego de 7,1% para 6,9%. Não alterou significativamente o pricing de mercado, pois o BoC já sinalizara o fim do ciclo de cortes. Ainda assim, os dados sustentam a posição do banco central canadense.