Em outubro, o PMI da manufatura da Espanha ficou em 52,1, acima do esperado de 51,7, conforme dados de mercado.
Principais descobertas:
- Ganhos mais fortes na produção e em novas encomendas
- A confiança melhorou, porém o ritmo de contratações caiu ligeiramente
- Pressões de preços recuaram
Segundo analistas, a indústria manufatureira espanhola manteve a trajetória de expansão em outubro, com a leitura do PMI refletindo esse desempenho. O impulso veio principalmente da produção estável e de um aumento na demanda de novos negócios.
Por trás dessa evolução, surgem sinais de aperto em alguns aspectos. Os pedidos de exportação recuaram, com várias empresas sondadas indicando demanda menor da França. A instabilidade política no país vizinho parece estar pesando sobre a atividade econômica, com impactos para os exportadores espanhóis. Além disso, medidas protecionistas dos Estados Unidos devem exercer pressão sobre as carteiras de encomendas internacionais.
No mercado de trabalho, sinais de cautela voltaram: pelo segundo mês consecutivo, as empresas reduziram contratações. Isso contrasta com a dinâmica de pedidos e com o acúmulo de tarefas por fazer. A relutância em ampliar o quadro de funcionários parece mais estratégica do que estrutural, possivelmente motivada pela incerteza externa. Caso a demanda se mantenha sólida, pode haver uma recuperação rápida na dinâmica de emprego.
Paralelamente, custos de insumos e os preços de venda na manufatura recuaram em outubro. As empresas indicaram quedas nos preços de diversos materiais, o que influenciou suas estratégias de precificação. Além da menor pressão de custos, medidas para estimular a demanda devem ter contribuído para esse ajuste de preços de forma modesta.