Visão Geral
Uma leitura do último encontro do Federal Reserve mostra que o corte de 25 pontos-base para a faixa de 3,75% a 4,00% era amplamente esperado, mas o destaque foi a tentativa de Jerome Powell de conter as apostas de mais cortes em dezembro. A mensagem de que cortes adicionais não são garantidos esfriou o otimismo do mercado, reduzindo a probabilidade de um recorte em dezembro de mais de 90% para aproximadamente 70% após a coletiva.
Dados e posição do Fed
A declaração de política manteve o tom cauteloso, refletindo a escassez de dados devido ao shutdown. Powell passou a usar indicadores alternativos, como pedidos de seguro-desemprego em nível estadual e vagas privadas, que permaneceram estáveis, sugerindo que o mercado de trabalho pode ser mais resistente do que o descrito.
QT e equilíbrio das contas
Também foi anunciado o fim do aperto quantitativo em 1º de dezembro, com o Fed reinvestindo a força de recompras de Treasuries e títulos lastreados em hipotecas para manter o tamanho do balanço estável e reduzir a maturidade média, movendo-se para títulos de curto prazo.
Inflação e incerteza
Dados de setembro sustentaram o corte recente, com o núcleo do CPI próximo de 2,7% após ajustes de tarifas. A cautela persiste, dada a incerteza sobre o próximo movimento, especialmente com visibilidade limitada sobre o emprego e possíveis choques tarifários ou fiscais.
Perspectivas futuras
Para o fim do ano, espera-se mais um corte em dezembro, porém com convicção menor. Em 2026, o ritmo de afrouxamento pode desacelerar, e uma pausa pode surgir caso o crescimento se estabilize e a inflação siga descendo. Tarifas e estímulos fiscais podem complicar a leitura da taxa neutra, o que sugere uma abordagem reunião a reunião.
Observação final
O Fed ganhou tempo e flexibilidade para ajustar a política conforme os dados retornam, mantendo-se pronto para agir sem comprometer a credibilidade.