Mercados europeus: balanço da reunião Trump-Xi não empolga; iene cai com BOJ

Resumo dos EUA e da China: as notícias em pauta trouxeram pouca novidade após o encontro direto entre Trump e Xi; Trump descreveu o encontro como incrível, mas o mercado permaneceu cético, voltando à rotina anterior ao encontro.

Principais pontos: Trump afirmou que o diálogo foi visionário, China prometeu manter o fluxo de compras agrícolas, especialmente soja, e discutiu pausas em controles de exportação de terras raras por um ano. Também circulou a ideia de convivência com um consenso entre EUA e China sem mudanças rápidas.

No lado americano, houve acordo para reduzir tarifas de fentanyl em 10%, reduzindo a taxa total sobre a China de 57% para 47%. Ainda assim, o apetite de risco permaneceu frouxo, com a negociação tecnológica sendo menos focalizada.

Mercados acionários europeus recuaram levemente; os futuros do S&P 500 seguiram estáveis. Os rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA subiram um pouco, e o ouro tentou ultrapassar a marca de US$ 4.000, mas encontrou resistência. O petróleo WTI caiu levemente para cerca de US$ 60,13 por barril, enquanto o Bitcoin perdeu terreno.

Desdobramentos do BOJ: o iene disparou após a coletiva do governador do Banco do Japão, Ueda, que evitou confirmar planos de alta de juros, citando dados dos EUA e as negociações salariais de primavera como fatores a serem observados. O dólar ganhou impulso, fortalecendo-se contra várias moedas, inclusive o iene, enquanto a política monetária permanece acomodatícia.

Com relação ao euro, dados da zona do euro mostraram sinais mistos: o PIB do terceiro trimestre da área do euro registrou leve alta, com várias grandes economias exibindo números variados; o desemprego na região manteve-se estável. Os próximos dados e o ritmo de aperto monetário da ECB devem moldar o humor do mercado no restante da semana.