O dólar pode enfrentar alguns riscos de alta nas próximas semanas, mas o cenário não é tão extremo quanto o visto em setembro, segundo uma avaliação recente da ING. Fatores como inflação, política de juros e a dinâmica de fluxos globais continuam a ditar o ritmo dos movimentos cambiais.
Fatores de suporte
- Política monetária dos EUA: ajuste de juros conforme dados de inflação e atividades econômicas.
- Demanda por ativos de refúgio: incertezas globais aumentando a procura por ativos considerados mais seguros.
- Diferenciais de juros: a atratividade relativa versus outras economias mantém o capital direcionado ao dólar.
Riscos no curto prazo
- Volatilidade de dados de inflação e emprego.
- Reações a comunicados do Federal Reserve e indicadores de crescimento.
- Eventos geopolíticos ou financeiros que possam afetar o apetite por risco.
Perspectivas
Apesar dos riscos, o dólar pode permanecer estável no curto prazo, com variações contidas e um equilíbrio entre os pilares macroeconômicos. A ING aponta que a dinâmica de juros, crescimento e fluxos de capital continuará a orientar as negociações cambiais.
Convergência entre os mercados globais e a política monetária dos EUA deve controlar a trajetória do dólar nas próximas semanas, oferecendo oportunidades para traders, empresas e investidores que monitoram de perto inflação, dados de empregos e decisões de política monetária.