China faz pequeno gesto de boa vontade antes da reunião entre Trump e Xi

Uma movimentação recente envolve a COFCO, grupo estatal chinês, que adquiriu três carregamentos de soja dos EUA totalizando 180 mil toneladas, aparentando ser um gesto de boa vontade antes da reunião entre Trump e Xi. A transferência ocorre em meio a uma disputa comercial que tem preocupado Washington desde o fim da era de 2018-2019, quando as negociações da Fase 1 estavam em curso.

Historicamente Pequim aponta tarifas altas como justificativa para reduzir as compras estadunidenses de soja, o que levou as importações a cair para zero em setembro. Esse movimento se soma a controles de exportação de terras raras, reforçando a mensagem de que a China não será intimidada nas tratativas que se aproximam.

A China tem utilizado essa estratégia conforme a necessidade, como já ocorreu em 2019. Embora as remessas dos EUA estejam cerca de 15% superiores no acumulado do ano, os números de setembro indicam que Pequim pode ajustar as regras do jogo se as negociações não avançarem.

Em setembro, as importações de soja da China atingiram 12,87 milhões de toneladas, o segundo maior patamar já registrado. Enquanto o Brasil elevou suas remessas em 30% (representando 85% do total) e a Argentina em 91% (com 9% do total) para o mês, o quadro mostra variação entre os emissores.

Além disso, não houve compra de soja dos EUA para a colheita de outono, sinalizando que o país está observando de perto o desenrolar das negociações ao longo desta semana.