Queda do ouro aponta para recuo mais profundo abaixo de US$ 4.000

Após meses de alta, o ouro pode estar se consolidando para uma correção mais acentuada; a trajetória recente trouxe o preço abaixo de US$ 4.000, sinalizando pressão de venda e a possibilidade de uma reversão de curto prazo.

O humor do mercado tem se mostrado mais cauteloso, com cortes de juros já no radar, tensões geopolíticas em baixa e expectativas de avanços nas relações EUA-China antes dos encontros entre os líderes. Esse cenário favorece a percepção de uma correção mais profunda no curto prazo.

Do ponto de vista técnico, o gráfico de curto prazo aponta para um rompimento abaixo das médias móveis horárias, com o ouro ficando aquém desses patamares. A última vez que houve sinal de quebra inferior sob essas médias foi entre julho e agosto, o que sugere mudança de momentum.

O nível de retração de 50% da oscilação de alta de agosto até o pico deste mês fica próximo de US$ 3.846, marcando um alvo-chave a monitorar. Por baixo, os vendedores encontram resistência próxima à retração de 38,2% em US$ 3.972; caso haja queda adicional, o próximo alvo fica em US$ 3.720, na retração de 61,8%.

No panorama maior, a média móvel de 100 dias situa-se em torno de US$ 3.566, um patamar importante caso a correção se aprofunde. Essa média tem funcionado como linha de defesa para o impulso de alta desde fevereiro de 2024, com testes também em novembro/dezembro de 2024 e em julho/agosto de 2025, sempre segurando o preço.

Mesmo com a possibilidade de recuo até a MA de 100 dias, o ouro ainda registra ganho de cerca de 36% neste ano, um dado impressionante. A expectativa é de aguardar a oportunidade de ampliar posições até o fim do ano.