Visão geral: As relações entre EUA e China devem permanecer presas a um padrão repetitivo de confronto e concessões, segundo Lu Ting, economista-chefe da Nomura para a China.
Ele afirma que as duas maiores economias do mundo parecem estar entrando em um ciclo de tensao-escalada-tregua que deverá moldar seus vínculos nos próximos anos. Recentes negociações em Kuala Lumpur sugerem um alívio temporário das fricções, com ambas as partes avaliando concessões modestas, como prorrogar cessões tarifárias e retomar compras de soja dos EUA pela China.
No entanto, desentendimentos profundos — entre eles controles de exportação de terras raras, cumprimento de compromissos comerciais e disputas geopolíticas mais amplas — continuam a obscurecer o cenário. Lu alertou que, embora haja cooperação de curto prazo por conta da interdependência econômica, a rivalidade estratégica entre Washington e Pequim tende a se intensificar com o tempo.
- A natureza cíclica de tensão e détente pode, de fato, tornar-se o novo normal nas relações EUA/China.
O panorama sugere volatilidade persistente nos mercados sensíveis a desdobramentos do comércio entre as duas potências, especialmente nos setores de commodities e tecnologia. Os investidores devem esperar surtos de otimismo seguidos de novas tensões à medida que as duas maiores economias alternam entre concessões e confrontos.
