O Banco Popular da China (PBOC) reforçou a proibição de negociações com criptomoedas e, ao mesmo tempo, acelerou a implementação do yuan digital, a moeda digital oficial apoiada pelo Estado.
Durante o Fórum Financial Street em Pequim, o governador Pan Gongsheng afirmou que as restrições atuais às atividades com moeda virtual permanecem em vigor e serão aplicadas em coordenação com outras autoridades. Ele também alertou que stablecoins offshore trazem riscos sistêmicos, diante de preocupações regulatórias globais sobre compliance, lavagem de dinheiro e proteção ao consumidor.
Pan observou que as discussões nas reuniões do FMI e do Banco Mundial, em Washington, foram dominadas pelos riscos associados aos stablecoins, com formuladores de política alertando que tais tokens podem minar a soberania monetária em economias em desenvolvimento e amplificar a instabilidade financeira global.
Em contraste, ele ressaltou a segurança e a clareza regulatória da moeda digital chinesa, o yuan digital, descrita como plenamente lastreada e supervisionada pelo PBOC. Após anos de projetos-piloto, a China criou um ecossistema amplo para o yuan digital e pretende envolver mais bancos comerciais como parceiros operacionais.
Para apoiar essa expansão, o PBOC lançou duas novas estruturas: um centro de operações internacionais em Xangai para gerir transações transfronteiriças e um centro de gestão em Pequim para supervisionar infraestrutura e desenvolvimento — fortalecendo a ambição de Pequim de se consolidar como um polo financeiro global.
Essas medidas destacam a determinação de Beijing em manter o controle sobre as finanças digitais, sinalizando um aperto no espaço de criptomoedas offshore enquanto avança na posição da China na corrida mundial pelas moedas digitais de bancos centrais.
