Resumo rápido: após meses de alta contínua, ouro e prata abriram a sessão com recuos acentuados, encerrando uma fase de valorização sólida.
Ouro: o metal amarelo caiu 233 dólares (-5,35%), fechando em 4.121,45 dólares a onça. Foi a maior queda diária desde 11 de agosto de 2020, quando recuou 5,77%. Mesmo assim, a cotação permanece próxima de níveis observados em 13 de outubro, apenas oito sessões de negociação atrás. Do ponto de vista técnico, a queda abaixo da média móvel de 200 horas, em 4.171,17 dólares, coloca esse patamar como resistência de curto prazo e nível de risco para vendedores na próxima sessão. Um rompimento abaixo de 4.059 abriria espaço para mais pressão de venda. Por outro lado, se compradores empurraram o preço acima da MA de 200 horas, pode ocorrer uma recuperação, com a MA de 100 horas perto de 4.267 dólares como próximo alvo de alta.
Prata: reversão rápida também levou o metal a cair 3,90 dólares (-7,43%), para 48,53 dólares, após atingirem 52,60 dólares no topo e 47,89 no fundo. Foi a maior queda diária desde fevereiro de 2021. Mesmo com o recuo, a prata acumula ganho de 49,6% desde o início de agosto e permanece 68,9% acima do ano, ainda que longe da máxima recente de sexta-feira.
Mercado de câmbio: o USD/JPY foi o trecho que mais se moveu, com alta de cerca de 0,78% no pregão, alimentada pela notícia de que Sanae Takaichi foi indicada como a primeira mulher no cargo de primeira-ministra do Japão. O movimento ocorreu antes da sessão NA, com as próprias expectativas de políticas acomodativas, o que reforça que o Banco do Japão continua com prerrogativas de política monetária sob o governo.
Tecnicamente, o USD/JPY rompeu acima das médias móveis de 100 horas (150,819) e 200 horas (151,46), atingindo um pico de 152,17 antes de recuar após as falas de Takaichi. O par encontrava suporte próximo à MA de 200 horas, mantendo os compradores no controle. Última cotação por volta de 151,89, aproximadamente 42 pips acima da média de 200 horas.
Outras moedas fortes operaram de forma dispersa; o dólar ganhou terreno frente à maioria das principais moedas, com o CAD sofrendo após dados de inflação no Canadá virem ligeiramente acima do esperado, pressionando USDCAD para baixo em cerca de 0,1%.
Geopolítica e mercados: o humor ficou mais cauteloso com a indefinição sobre a reunião Putin–Trump em Budapeste, que foi adiada por tempo indeterminado, e a possibilidade de não ocorrer o encontro entre Trump e Xi, anunciada para a Coreia do Sul.
Ações e renda fixa: as bolsas americanas fecharam em sentidos mistos, com Dow Jones impulsionado por resultados fortes de 3M (+7%) e Coca‑Cola (+3,8%), o S&P 500 estável e o Nasdaq Composite recuando levemente (-0,16%). No mercado de títulos, os rendimentos caíram com uma curva de rendimentos mais achatada: 2 anos 3,457%; 5 anos 3,566%; 10 anos 3,964%; 30 anos 4,543%.
Observação: a narrativa permanece sujeita a rápidas mudanças conforme novos dados econômicos e desenvolvimentos geopolíticos surgem.