Arrecadação de impostos da Alemanha sobe 2,6% em setembro, mas Ministério das Finanças alerta para economia fraca

As receitas fiscais combinadas do governo federal e dos estados subiram 2,6% em setembro, atingindo 88,4 bilhões de euros, segundo um relatório do Ministério das Finanças. Apesar do avanço, o ministério alerta que a economia fraca não deve impulsionar a receita no curto prazo.

O fraco desempenho da economia da Alemanha persiste, com a maior economia europeia esperando crescimento de apenas 0,2% neste ano; dados recentes mostram queda nas exportações e nos pedidos industriais. O crescimento de setembro foi impulsionado principalmente pelos impostos sobre salários, enquanto as receitas do imposto sobre valor agregado permaneceram estagnadas.

De janeiro a setembro, as receitas fiscais cresceram 6,2% em relação ao mesmo período de 2024. Olhando para 2025, analistas projetam um aumento total de cerca de 3,7% na receita anual.

O impacto no mercado das cifras de setembro tende a ser mínimo ou até negativo, apesar do avanço de 2,6%. Os mercados financeiros costumam ignorar esse dado isolado e se concentram no aviso claro de que não há momentum econômico esperado. A confirmação de receitas estagnadas do IVA — um indicador-chave do consumo interno —, aliada à queda das exportações e a uma previsão de crescimento de apenas 0,2%, reforça a narrativa de uma economia alemã em dificuldades. Em resumo, as notícias oferecem pouco apoio ao euro ou às ações alemãs, pois a fraqueza econômica subjacente é o motor principal para o sentimento dos investidores, mais do que a leve melhoria na arrecadação de impostos.