As tarifas associadas à política de comércio dos EUA podem somar cerca de US$ 1,2 trilhão em 2025, impactando principalmente os consumidores.
Segundo uma análise recente, apenas cerca de um terço do custo total fica com as empresas; dois terços acabam repassados aos clientes por meio de preços mais altos e menor produção.
Tarifas e barreiras comerciais atuam como impostos sobre cadeias globais de suprimentos, desviando recursos para governos, custos logísticos e investimentos em infraestrutura. Em conjunto, isso representa uma transferência de riqueza de lucros corporativos para trabalhadores, fornecedores, governos e investidores em infraestrutura.
Desde abril, o governo americano implementou tarifas de 10% sobre todas as importações e adicionou tributos específicos a itens como automóveis, madeira e armários de cozinha. A justificativa é que o peso recaia sobre exportadores estrangeiros, mas a análise indica que os consumidores devem sentir o maior impacto.
O texto aponta que, com a produção real em queda, “os consumidores recebem menos por mais”, sugerindo que a fatia repassada aos consumidores pode ser ainda maior do que as estimativas atuais.
Essa projeção de tarifas de vários trilhões enfatiza o risco inflacionário da política comercial americana e pode pressionar margens de fabricantes, além de potencialmente dificultar cenários de alívio monetário por bancos centrais.