O CEO da ConocoPhillips afirmou que os mercados físicos de petróleo não exibem sinais de excesso de oferta, indicando um possível descompasso entre o humor do mercado e os fundamentos reais.
Ao falar sobre fluxos globais de petróleo, ele observou que os estoques flutuantes não estão aumentando e não há um aumento significativo de petróleo médio-duro chegando ao Golfo do México — um padrão que normalmente apareceria se houvesse grande ociosidade de capacidade por parte dos produtores.
“Você observa o mercado físico e não vê esse cenário se desenrolando”, disse, alertando que pode haver um choque entre pessimismo e uma oferta subjacente mais rígida.
O CEO acrescentou que, embora investidores estejam atentos a sinais de excesso de oferta, a ConocoPhillips vê pouca evidência disso. “Muitas das elevações da OPEC+ eram ativos já existentes no mercado”, afirmou, questionando quando ou se o pessimismo do mercado se materializar.
As observações sugerem que os fundamentos podem sustentar preços do petróleo mais altos do que o previsto pelos contratos futuros, fortalecendo um caso de curto prazo para alta do petróleo. A ausência de crescimento visível de estoque pode pressionar posições vendidas caso os dados continuem contradizendo o pessimismo.
Em resumo, alguns players da indústria adotam visões opostas: Gunvor disse que, embora tenha havido discussões sobre excesso de oferta antes — muitas vezes incertas — desta vez a narrativa parece mais crível dadas as condições atuais; Trafigura acrescentou que traders já tinham consciência de um excedente há cerca de um ano, sugerindo que os preços podem cair ainda mais.
Vozes da indústria
- Gunvor: disse que, embora a noção de excesso de oferta tenha circulado anteriormente, desta vez a narrativa parece mais crível dadas as condições do mercado.
- Trafigura: observou que traders já estavam cientes de um excedente há cerca de um ano, sugerindo queda adicional nos preços a partir dos níveis atuais.