Goldman vê pausa prolongada na tensão EUA-China, sem escalada total

O Goldman Sachs afirma que espera que os Estados Unidos e a China recuem da beira de uma guerra comercial total após Trump ameaçar impor uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas em resposta às restrições chinesas às exportações de terras raras.

O banco aponta que o desfecho mais provável é desescalar as posições mais agressivas e retornar às negociações, estendendo — possivelmente indefinidamente — o acordo de pausa tarifária alcançado em maio.

Mesmo com as tensões elevadas, nenhum dos lados tem interesse em provocar grandes interrupções na economia global, dada a dependência de terras raras e a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos dos EUA.

A análise sugere que a ameaça de Trump pode ser uma manobra de pressão, não uma política iminente, enquanto as restrições de Pequim podem servir como ferramenta de barganha para proteger sua vantagem tecnológica. O cenário descrito pela Goldman é de uma ‘confrontação gerenciada’ — tensa, porém estável — em que as economias evitam a escalada mantendo pressão política.

Embora haja menor risco imediato de escalada, persiste incerteza sobre políticas comerciais e cadeias de suprimentos do setor tecnológico. O relatório também observa que esse cenário de pausa pode influenciar ativos de risco e mercados sensíveis a abastecimentos de terras raras.