O presidente dos EUA tentou acalmar temores de uma escalada na disputa comercial com a China, horas após sinalizar a possibilidade de tarifas de 100% sobre todas as importações chinesas como retaliação às novas restrições de exportação de minérios de terras raras.
Em uma postagem na Truth Social, Trump adotou um tom conciliador: a economia chinesa ficará bem e os EUA desejam ajudar, não prejudicar a China. Ele acrescentou que Xi Jinping teve “um momento difícil” e que ambos desejam evitar sofrimento econômico.
A China respondeu rapidamente, advertindo contra o uso de “ameaças” e prometendo tomar medidas proporcionais se os EUA permanecerem no curso. O Ministério do Comércio disse que não busca uma guerra tarifária, mas não teme uma, e pediu diálogo.
Essa troca ocorreu após a China impor novas restrições às exportações de terras raras — minerais cruciais para manufatura avançada e tecnologia militar —, o que motivou a ameaça de tarifas de Trump. A China controla aproximadamente 70% da mineração global de terras raras e quase 90% da capacidade de processamento.
O vice-presidente JD Vance defendeu a postura de Trump, chamando a dominância chinesa nas cadeias de suprimento de uma “emergência nacional”. Em entrevista à Fox News, Vance avisou que qualquer retaliação chinesa agressiva seria enfrentada com ações mais firmes, ressaltando que “o Presidente tem bem mais cartas na manga”.
A retórica cada vez mais dura gerou incerteza quanto a uma possível reunião entre Trump e Xi ainda neste ano. O Ministério do Comércio chinês manteve que continuará liberando licenças de exportação para usos civis legítimos, mas avisou que agiria para proteger interesses nacionais se os EUA insistirem em novas tarifas.
Como aconteceu:
Da cobertura de sexta-feira e do fim de semana, seguem alguns destaques:
Do fim de sexta-feira:
A China responde no fim de semana:
Algumas ações do TACO já em curso, rumores de Trump recuando. Em breve trarei mais detalhes:
Atualização:
