Nova alta da taxa do BOJ agora esperada em dezembro, segundo a SocGen

A Societe Generale revisou sua projeção para a trajetória da política monetária do Banco do Japão (BOJ) após o resultado da eleição para a liderança do LDP, que levou Sanae Takaichi à vitória. A instituição cita esse desfecho, aliado ao risco de shutdown do governo dos EUA, como os principais motivos para a mudança na aposta.

Eles destacam que, embora Takaichi tenha retirado a proposta de cortar o imposto de consumo, sua postura fiscal permanece bem mais expansionista em comparação com o governo de Ishiba. Ainda assim, a pressão sobre o iene pode reforçar indiretamente a tese de um aumento de juros.

Olhando para outubro, a SocGen identifica a possibilidade de três membros do comitê divergirem a favor de um reajuste. No entanto, no quadro geral, as pressões inflacionárias no Japão e o aumento da pressão salarial devem, em algum momento, justificar uma alta, ainda que riscos econômicos dos EUA e uma aversão global ao risco possam manter o BOJ à margem por ora.

Assim, o cenário-base passou a indicar um aumento em dezembro, embora um atraso até janeiro não possa ser descartado.

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