Em meio a incertezas globais, os mercados da Ásia-Pacífico aliviam a cautela, com o ouro mantendo a atratividade como ativo de refúgio e as atenções voltadas para decisões de política monetária em várias regiões. A China divulgou que suas reservas de ouro subiram no fim de setembro, enquanto bancos centrais ao redor do mundo revisam perspectivas de inflação e crescimento.
Política monetária, falas oficiais e impactos
Falas da Reserva Federal na terça-feira mostraram que a política permanece um pouco restritiva, com a inflação ainda elevada e o mercado de trabalho resistente. A narrativa é de preservar a credibilidade da inflação sem frear demais a atividade econômica. Tarifas recentes também devem ter efeito limitado sobre os preços.
Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, participou de um discurso com sessão de perguntas. Na Ásia, o mercado observa declarações de autoridades japonesas sobre monitoramento de movimentos acentuados de câmbio e relatos de que o governo pretende manter políticas para conter a volatilidade cambial.
Ouro e reservas da China
O ouro segue próximo de US$ 4.000 por onça, refletindo a demanda por ativos de proteção diante de tensões geopolíticas. A China informou que suas reservas de ouro atingiram 74,06 milhões de onças-troy ao fim de setembro, ante 74,02 milhões em agosto, elevando o foco sobre a trajetória de acúmulo de ativo dourado por bancos centrais. Goldman Sachs elevou sua previsão para o ouro no fim de 2026 para US$ 4.600/oz, citando demanda contínua de autoridades monetárias ao redor do mundo.
Apesar do ambiente geopolítico, as principais moedas operaram em faixas tranquilas, com baixa volatilidade entre USD, EUR, JPY e AUD.
Dados regionais e impactos no câmbio
Relatórios sobre confiança empresarial na Nova Zelândia mostraram queda no terceiro trimestre, elevando a probabilidade de cortes adicionais pela autoridade monetária local. Na Austrália, a confiança do consumidor recuou, e anúncios de vagas também diminuíram, sinalizando uma demanda por trabalho mais contida.