O Banco Popular da China (PBOC) novamente ampliou suas reservas de ouro em setembro, marcando o 11º mês consecutivo de aquisições do metal precioso. A continuidade das compras sinaliza uma estratégia clara de diversificação das reservas e a busca por proteção contra riscos inflacionários e da volatilidade cambial.
Analistas ressaltam que, ao manter ouro como parte significativa das reservas, o país busca reduzir a dependência do dólar e fortalecer sua posição financeira diante de incertezas geopolíticas e econômicas globais. O ouro é visto como um ativo de proteção com liquidez estável, mesmo em cenários de aperto monetário.
Especialistas também apontam que esse padrão de compras reforça a demanda por ouro no mercado internacional e pode influenciar os preços a médio prazo, especialmente se outros bancos centrais retomarem estratégias similares. A continuidade das aquisições demonstra uma visão de longo prazo sobre o valor histórico do metal.
Embora o anúncio oficial não revele os montantes, a série de aquisições mensais indica uma tendência sustentável de acumulação, alinhada com políticas de reserva que priorizam reservas tangíveis e diversificação de ativos. O mercado acompanha de perto os próximos passos do PBOC e o impacto potencial nos mercados de ouro.

