O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, afirmou nesta terça-feira que o patamar atual das taxas de juros é adequado. Ele acrescentou que novas decisões virão sendo tomadas ao longo de reuniões subsequentes, conforme a instituição avalia o cenário econômico.
Reação do mercado
O par EUR/USD era cotado em 1,1746, com alta de 0,16% até o momento.
ECB Perguntas Frequentes
O Banco Central Europeu (BCE), sediado em Frankfurt, atua como banco central da zona do euro. Ele define a política monetária e gerencia as taxas de juros da região. Seu objetivo principal é a estabilidade de preços, mantendo a inflação por volta de 2%. A principal ferramenta para isso é ajustar as taxas de juros; juros mais altos tendem a fortalecer o euro, enquanto juros mais baixos tendem a enfraquecê-lo. O Conselho do BCE toma decisões de política monetária em reuniões que ocorrem oito vezes ao ano, com participação dos governadores dos bancos centrais nacionais e de seis membros permanentes, incluindo o presidente do BCE, Christine Lagarde.
Em situações extremas, o BCE pode recorrer a uma ferramenta chamada Quantitative Easing (QE). QE envolve a criação de euros para comprar ativos—geralmente títulos do governo ou corporativos—de bancos e outras instituições financeiras. O QE costuma enfraquecer o euro. Essa medida é usada como recurso final quando reduzir juros por si só não alcança a meta de estabilidade de preços. O BCE utilizou QE durante a crise financeira de 2009-11, em 2015 quando a inflação permaneceu baixa, e também durante a pandemia.
O aperto quantitativo (QT) é o processo inverso do QE. Ele ocorre após o QE, quando a recuperação econômica avança e a inflação começa a subir. Enquanto no QE o BCE compra títulos para fornecer liquidez, no QT o banco central interrompe a compra de novos títulos e não reinveste o principal que vence nos títulos já detidos. Geralmente, o QT tende a ser positivo para o euro.