Ouro estende rali em meio a riscos geopolíticos e apostas em cortes de juros do Fed; novo recorde em ascensão

O ouro segue ampliando seu patamar máximo, apoiado por uma combinação de fatores que fortalecem a demanda pela reserva de segurança.

Riscos geopolíticos, receios de um possível shutdown do governo dos EUA e apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve ajudam a manter o interesse no metal precioso.

As esperanças por cortes adicionais da taxa pelo Fed ajudam a enfraquecer o dólar, o que favorece o ouro, já que a moeda não rende juros tende a subir quando o dólar cai.

Com o dólar sob pressão, o ouro tem espaço para manter a trajetória de alta, apesar de condições de sobrecompra em gráficos diários. O par XAU/USD permanece com viés de alta, com traders atentos aos dados macroeconômicos dos EUA, incluindo o relatório de Emprego não-agrícola (NFP) desta semana para um novo impulso.

Resumo diário: movimentos do mercado e volatilidade

  • O último encontro entre líderes do Congresso dos EUA não resultou em acordo sobre o orçamento, e a possibilidade de shutdown permanece.
  • Rússia afirmou monitorar a possibilidade de os EUA fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk à Ucrânia, o que poderia elevar a tensão geopolítica e sustentar o ouro.
  • Declarações sobre avanços para a paz em Gaza também influenciam as perspectivas de risco global.
  • Medidas de importação de madeira e outros produtos tiveram impactos, com tarifas sobre certos itens que afetam o cenário econômico.
  • Segundo ferramentas de observação da Fed, traders precificam uma probabilidade elevada de cortes de juros na próxima reunião, o que mantém o dólar sob relaxamento e sustenta o ouro.
  • A agenda econômica dos EUA divulga dados de empregos e índices de confiança do consumidor, ambos influenciando a demanda pelo USD e o par XAU/USD ao longo do pregão.

Perspectiva de curto prazo

O rompimento acima de patamares-chave e o fechamento acima de US$ 3.800 foram vistos como catalisadores de alta para o XAU/USD, com mais impulsos possíveis acima de US$ 3.850. No entanto, o RSI em torno de 80 sinaliza condições de sobrecompra, sugerindo cautela e a possibilidade de consolidação ou correção suave antes de novas altas.

Caso haja recuo abaixo de US$ 3.850, pode haver uma oportunidade de compra próxima da zona entre US$ 3.835–3.834, com espaço para uma correção menor até a região de US$ 3.822, embora o piso em torno de US$ 3.800 ainda possa atuar como ponto de reversão importante.

Perguntas frequentes sobre o ouro

Por que as pessoas investem em ouro?

O ouro desempenha há séculos o papel de reserva de valor e meio de troca. Além de ser apreciado pela joalheria, é visto como ativo de proteção em tempos de turbulência, servindo como proteção contra inflação e depreciação de moedas.

Quem detém mais ouro?

Os bancos centrais representam os maiores detentores de ouro, diversificando reservas para sustentar moedas em momentos de volatilidade. Em 2022, eles adicionaram um recorde de ouro às suas reservas, com bancos de países emergentes aumentando rapidamente suas posses.

Como o ouro se comporta em relação a outras classes de ativos?

O ouro costuma se mover de forma inversa ao dólar e a títulos do Tesouro dos EUA, servindo como hedge em períodos de risco e desvalorização de ativos de alto risco. Quando as ações sobem, o ouro pode recuar; em momentos de aversão ao risco, tende a subir.

Do que depende o preço do ouro?

O preço é impactado por uma variedade de fatores, incluindo geopolítica, inflação e a política monetária. Em geral, quedas na taxa de juros favorecem o ouro, enquanto custos de crédito mais altos pesam sobre ele. O desempenho do dólar também é crucial, já que o ouro é cotado em USD.