Previsão do preço do WTI: vendedores mantêm controle abaixo da SMA de 200 dias, viés de baixa permanece

  • O WTI estende a correção, recuando após atingir o pico de sete semanas no fim de semana anterior.
  • A movimentação segue confinada entre US$ 61,50 e US$ 65,00 desde meados de agosto, com a SMA de 50 dias funcionando como pivô de curto prazo.
  • Uma recuperação sustentada acima de US$ 65,00 e da máxima da semana passada de US$ 66,19 abriria espaço para testar a resistência do mês de julho por volta de US$ 70,00.

O petróleo WTI iniciou a semana com menor ímpeto, retomando a tendência de baixa após o pico de sete semanas na sexta-feira. No momento da redação, o preço operava próximo de US$ 63,75 por barril, com queda próxima de 2,0% no dia.

\"Gráfico\"

Do ponto de vista técnico, o gráfico diário mostra que a ação de preço permanece dentro de uma faixa horizontal entre US$ 61,50 e US$ 65,00 desde agosto. As autoridades compradoras não conseguiram fechar acima da fronteira superior, onde a SMA de 200 dias converge com um topo anterior. Por outro lado, compradores de recuo costumam atuar próximo ao piso entre US$ 62,00 e US$ 61,50, preservando o panorama lateral mais amplo.

A SMA de 50 dias em torno de US$ 64,00 atua como pivô de curto prazo, à medida que o mercado testa esse nível. Um fechamento diário acima da SMA de 50 dias seria um sinal para os vendedores ficarem mais cautelosos e expor o piso da faixa perto de US$ 62,00-61,50.

O Índice de Força Relativa (RSI) de 14 dias está próximo de 52,9, indicando momento neutro após não conseguir superar a faixa média, enquanto o Índice Médio de Direção (ADX) está em 12,4, sugerindo tendência subjacente fraca. A menos que esses indicadores se recuperem junto de uma quebra de preço acima da SMA de 200 dias, o potencial de alta permanece limitado.

Em termos gerais, o WTI continua preso a uma faixa ampla, com negociações laterais prováveis até surgir um novo catalisador. Uma quebra clara abaixo de US$ 61,50 colocaria alvos de baixa em US$ 60,00 e US$ 59,50. No lado positivo, uma recuperação sustentada acima de US$ 65,00 e da máxima da semana passada em US$ 66,19 abriria espaço para retestar a máxima de julho próxima de US$ 70,00.

Perguntas frequentes sobre o petróleo WTI

O WTI é um tipo de petróleo cru negociado nos mercados globais. WTI significa West Texas Intermediate, um dos três principais combustíveis, incluindo Brent e Dubai Crude. O WTI é considerado “leve” e “doce” pela sua gravidade relativamente baixa e baixo teor de enxofre, respectivamente. É visto como de alta qualidade e fácil de refinar, com produção nos EUA e distribuição no hub de Cushing, conhecido como \”O Cruzamento das Rotas do Mundo\”. Serve como referência para o mercado e o preço do WTI é frequentemente citado na mídia.

Como qualquer ativo, oferta e demanda são os principais impulsionadores. O crescimento global pode elevar a demanda; o contrário pode reduzir. Incertezas políticas, guerras e sanções podem interromper o abastecimento. As decisões da OPEP, um grupo de grandes produtores, também influenciam. O valor do dólar afeta o preço, pois o petróleo é negociado principalmente em dólares; assim, uma fraqueza do dólar tende a tornar o petróleo mais acessível.

Relatórios semanais de estoque de petróleo, publicados pelo API e pela EIA, influenciam o preço. Variações nos estoques refletem alterações na oferta e demanda. Quedas nos estoques sugerem demanda maior, elevando o preço; aumentos indicam maior oferta. O API é publicado às terças; a EIA no dia seguinte. A EIA costuma ser mais confiável, por ser um órgão governamental.

A OPEC (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reúne 12 nações produtoras para definir cotas em reuniões semestrais. Suas decisões costumam impactar o WTI. Reduções de quotas tendem a restringir a oferta e elevar os preços; aumentos, o contrário. OPEC+ inclui membros adicionais, como a Rússia.