Revisão do RBNZ aponta que aumentos de juros frearam a inflação, mas movimento anterior pode ter ajudado

Resumo do relatório

O Banco Central da Nova Zelândia (RBNZ) informou que seu ciclo de aperto monetário, iniciado em 2021 e concluído em 2023, ajudou a frear a inflação, embora a avaliação considere que ações tomadas mais cedo ou com maior intensidade poderiam ter contido as pressões de preço com mais rapidez.

Contexto histórico: Em termos de números, a taxa de juros oficial subiu de 0,25% para 5,5% entre outubro de 2021 e maio de 2023, com a inflação chegando a 7,3% no terceiro trimestre de 2022.

Impactos e lições

A avaliação destaca que o movimento ajudou a ancorar as expectativas de inflação perto de 2% a longo prazo e a retornar a inflação para a faixa alvo de 1% a 3%. Também aponta avanços na precisão das projeções à medida que as interrupções causadas pela COVID-19 foram se dissipando.

O economista-chefe confirmou que a instituição já implementou a maioria das recomendações da revisão de 2022, desenvolvendo novas ferramentas para estimar taxas de juros neutras, ampliando o uso de dados de alta frequência e aprofundando a compreensão sobre choques de oferta e os motores estruturais da inflação.

Um ponto à parte: há quem critique a política com base no retrospecto. Instituições centrais, historicamente, tendem a agir com atraso ou com intensidade excessiva, mas a experiência se repete ao longo do tempo.