Em entrevista ao The Times, BOE Dhingra minimizou as preocupações com a inflação e os pedidos por cortes de juros. Disse que os fatores que impulsionam o aumento dos custos devem desaparecer em breve e afirmou que uma política monetária restritiva prejudicaria a economia.
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Perspectiva da inflação
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Fatores da inflação no Reino Unido (preços indexados/administrados, choques globais de commodities) devem desaparecer em breve.
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O Reino Unido não enfrenta um problema inflacionário “exclusivamente britânico” em comparação com a Europa.
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A inflação de alimentos não é pior do que em economias continentais; alguns itens específicos do Reino Unido (como o chocolate) distorcem a medida.
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O crescimento salarial tem papel menor na inflação dos serviços do que os dados sugerem (61% em serviços baseados no mercado vs. 27% em serviços administrados).
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Postura de política
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Política monetária restritiva corre o risco de danificar a economia.
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“Não devemos ser excessivamente cautelosos ao cortar as taxas de juros.”
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Apoia cortes adicionais sem colocar a meta de inflação em risco.
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Voz dissidente na última reunião, defendendo corte para 3,75% (em comparação com 4,0% atual).
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Observa que choques de preços administrados (como contas de água e tarifas de ônibus) não respondem à política apertada.
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Riscos econômicos
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Reino Unido projeta ter a inflação mais alta na G20 este ano (OCDE aponta 3,5%).
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Avisa que uma política prolongadamente apertada pressionará empresas e o crescimento.
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As divergências dentro do BoE aumentam, já que outros, como Megan Greene, defendem cautela em relação aos cortes.
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Resumo: Dhingra assume uma posição favorável à acomodação monetária, argumentando que as pressões inflacionárias devem diminuir e alertando que uma política monetária restritiva pode prejudicar o crescimento. Ela defende cortes com mais vigor que o consenso do BoE, ampliando a dissidência entre os membros do MPC, pressionando por mudanças rápidas.
