O Índice Dólar (DXY), que mede o valor do dólar frente a uma cesta de moedas, opera em terreno firme por volta de 98,40 durante a sessão asiática de sexta-feira.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual de 3,8% no segundo trimestre, segundo a estimativa final do BEA. O dado veio acima das expectativas e reforça um cenário de economia resistente.
As solicitações iniciais de seguro-desemprego sofreram queda para 218 mil na semana encerrada em 20 de setembro, frente a 232 mil revisado, sinalizando continuidade da força no mercado de trabalho.
Os investidores aguardam com atenção o relatório de inflação PCE de agosto, que deve tratar tanto do índice headline quanto do núcleo.
Dentro do Comitê Federal de Mercado, as leituras divergentes dos dirigentes sugerem cautela: uns defendem que cortes adicionais de juros podem ser necessários se a inflação não ceder, enquanto outros mostram disposição de adiar mudanças até ver sinais mais claros da trajetória da inflação.
O mercado continua precificando, até o momento, aproximadamente 43 pontos-base de cortes nas duas próximas reuniões deste ano, condicionados aos próximos dados de inflação e emprego.
Olhos voltados para o PCE de agosto, com expectativas de alta de cerca de 2,7% no YoY para o agregado e aproximadamente 2,9% para o núcleo. Um sinal de inflação mais amena pode sustentar a possibilidade de cortes do Fed e pressionar o DXY para baixo.
