O ouro recua após alcançar uma máxima histórica de US$ 3.791. A cautela do Federal Reserve e a força do dólar limitam novas altas, enquanto tensões geopolíticas e expectativas de cortes adicionais de juros ajudam a sustentar a demanda por proteção.
O foco do mercado está nos próximos dados dos EUA e nas falas de autoridades monetárias, com o índice de inflação PCE em evidência nesta sexta-feira.
O XAU/USD opera sob pressão de venda, recuando da máxima intradiária de 3.779 para níveis em torno de 3.735, enquanto operadores digerem a postura de política monetária orientada por dados.
A recuperação do dólar e o aumento dos rendimentos dos Treasuries freiam novas altas, mas ainda há apostas em cortes adicionais de juros até o fim do ano.
Geopolítica e fundamentos continuam a oferecer suporte à demanda por ouro, mantendo compradores presentes em quedas mesmo com o ritmo de alta mais contido.
Principais movimentações do mercado
- Cautela do Fed: sinais mistos entre os dirigentes, com alguns membros sinalizando espaço para cortes se a inflação continuar caindo.
- Dólar e títulos: o índice DXY avança, interrompendo uma sequência de quedas.
- Tensões geopolíticas: incidentes envolvendo Rússia e Ucrânia mantêm o ambiente volátil.
- Política interna dos EUA: risco de shutdown se não houver acordo orçamentário até outubro.
- Calendário econômico: próximos números incluem dados de emprego e o segundo cálculo do PIB, antes do índice de preços PCE central.
Análise técnica
XAU/USD consolidou abaixo das máximas históricas, com suporte próximo em US$ 3.750 e resistência em US$ 3.791–3.800. Um rompimento acima de 3.800 restauraria a tendência de alta, enquanto a quebra de 3.750 poderia abrir espaço para uma correção mais profunda.