Resumo
WTI estende ganhos pelo segundo dia, impulsionado por um recuo inesperado nos estoques de petróleo dos EUA.
Dados da EIA mostraram queda de 0,607 milhão de barris, contrariando previsões de alta de 0,5 milhão.
O WTI recuperou o fôlego pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, mantendo o ritmo de recuperação após tocar o piso mais baixo em quase duas semanas.
No momento da redação, o petróleo operava por volta de US$ 64,55 por barril, atingindo o maior nível desde 3 de setembro, com alta de mais de 1,5% no dia. O movimento reflete sinais de demanda estáveis e tensões geopolíticas que reacenderam prêmios de risco no mercado de energia.
A leitura da EIA indicou uma redução de estoques de petróleo bruto de 0,607 milhão de barris na semana encerrada em 19 de setembro, frente à expectativa de aumento de 0,5 milhão. Mesmo sendo modesto, esse recuo sugere operações de refino estáveis e demanda resiliente.
Estoques comerciais caíram 0,6 milhão de barris, enquanto a Reserva Estratégica de Petróleo subiu levemente, mantendo o total de petróleo bruto em 820,7 milhões de barris. As taxas de refino permaneceram estáveis em 16,48 milhões de barris por dia, com maiores importações e exportações mais fracas limitando o recuo.
O humor do mercado ganhou impulso com o ressurgimento de riscos geopolíticos. O Irã afirmou que continuará vendendo petróleo para a China, mesmo com a reimposição de sanções da ONU. Dados de market intelligence apontam que a China representou quase 80% das exportações iranianas no ano passado, e qualquer retorno de sanções pode interromper esse fluxo.
Paralelamente, o presidente americano, Donald Trump, intensificou as críticas contra a Rússia em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta semana. Ele alertou os países europeus para interromperem de imediato as compras de petróleo e gás russos ou enfrentarem novas tarifas, destacando que as importações de Moscou são inaceitáveis. A mensagem reforça a determinação de Washington de reduzir as receitas energéticas da Rússia e levanta dúvidas sobre como a Europa equilibrará conformidade com segurança de suprimentos.