WTI estende quedas com dólar forte e demanda fraca ofuscando o corte do Fed

O petróleo WTI permanece sob pressão nesta sexta-feira, ampliando a sequência de quedas pela terceira sessão consecutiva. O benchmark americano já devolveu os ganhos obtidos no início da semana e caminha para fechar a semana em território negativo.

No momento da redação, a WTI operava perto de US$ 62,35 por barril, com queda de quase 1,3% no dia, recuando das máximas de duas semanas atingidas na terça-feira. O recuo reflete um dólar americano mais forte e preocupações com a demanda, à medida que investidores avaliam o impacto de uma redução no consumo de combustível nos EUA.

Geopolítica: A União Europeia apresentou o 19º pacote de sanções contra a Rússia, incluindo um plano para proibir as importações de gás natural liquefeito russo a partir de janeiro de 2027 e ampliar as restrições à frota marítima associada a Moscou.

Política monetária: A decisão do Federal Reserve de reduzir as taxas de juros em 0,25 ponto percentual no início desta semana ainda não ofereceu suporte significativo ao petróleo. Taxas de empréstimo mais baixos costumam impulsionar a demanda por petróleo, mas o movimento já estava precificado, e preocupações com excesso de oferta e demanda fraca têm ofuscado o alívio.

Análise técnica: Do ponto de vista técnico, a WTI negocia em faixa estreita, com o preço oscilando entre a média móvel de 100 dias em US$ 64,30 e o suporte de US$ 61,50, nível que tem se mantido desde o início de agosto. Rejeições repetidas da SMA de 100 dias ressaltam sua função de resistência, enquanto o piso de US$ 61,50 permanece chave no curto prazo. Um rompimento claro abaixo de US$ 61,50 exporia o piso de US$ 60,00. Por outro lado, necessidade de rompimento acima da SMA de 100 dias para mudar a estrutura de mercado para uma perspectiva mais bullish. O RSI fica em torno de 45, indicando menor interesse comprador e riscos de downside, a menos que o sentimento melhore.