Os preços do petróleo recuaram pela terceira sessão, após declarações do presidente, que pediu que o preço do petróleo caísse para pressionar Moscou a encerrar o conflito na Ucrânia. A ideia é que o conflito encerre se os preços caírem, com apelos para que países deixem de comprar combustível do grupo OPEC+. Contudo, áreas de risco permanecem, com ataques recentes a infraestrutura energética russa levantando dúvidas entre analistas da ING.
Preços europeus do gás natural sobem pela terceira sessão consecutiva
Dados da Insights Global apontam queda de estoques na região ARA entre Amsterdam, Rotterdam e Antuérpia, com reduções em nafta e óleo combustível contribuindo para o recuo geral das reservas. Estoques de gasolina também recuaram, enquanto o gásóleo diminuiu na semana.
Além disso, dados semanais da EIA mostraram que os estoques de gás dos EUA cresceram 90 Bcf na semana, acima das expectativas de ~80 Bcf e bem acima da média de cinco anos de 74 Bcf para esta época do ano. Total de estoques ficou em 3,43 Tcf em 12 de setembro, 6,3% acima da média de cinco anos. O contrato Henry Hub de perto de US$ 2,90/MMBtu foi pressionado no início das negociações.
Os preços do gás natural na Europa encerraram em alta pela terceira sessão seguida, com os contratos TTF subindo cerca de 1,7% para fechar pouco abaixo de 33 €/MWh. Há receios sobre um possível fim da participação do gás russo no mercado europeu. A Comissão Europeia estuda opções para encerrar as importações de LNG russo antes de 2027. A Rússia representa mais de 10% das importações de gás da UE, com metade dessas compras via LNG. As reservas da UE estão em 81% nesta semana, abaixo de 93,4% no ano anterior e abaixo da média de cinco anos de 87,6%. Com expectativa de tempo mais frio na próxima semana, as injeções adicionais de gás podem desacelerar.