Os mercados ainda assimilam a decisão do Fed de ontem, e na sessão europeia observa-se uma tendência a amenizar os movimentos da véspera. O resultado da reunião do FOMC agradou a diferentes perfis de investidor, e os traders parecem preferir manter o cenário atual antes das próximas divulgações do Fed nesta semana. Isso, por ora, já que os pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA ainda estão por vir.
O ouro recuou mais cedo para uma mínima de US$ 3.634 por onça, o que ameaça abrir espaço para uma queda de curto prazo. A queda levou o preço a ficar abaixo das médias móveis de 100 e 200 períodos pela primeira vez em quatro semanas. Contudo, parece ter sido apenas um falso rompimento. Agora, o preço volta a subir acima desses patamares próximos, à medida que os compradores retomam o controle de curto prazo.
A decisão do Fed ontem não foi extremamente dovish, mas os detalhes não tiram muito do que o mercado já precificou antes desta semana. Assim, a visão de médio prazo permanece inalterada até que os dados econômicos dos EUA, nas próximas semanas, apontem o contrário.
Normalmente, quando o Fed começa a afrouxar a política monetária, tende a manter esse ritmo por algum tempo. Por isso, é algo a se observar, pois para o ouro isso pode sustentar o movimento de alta, com várias casas de análise já prevendo uma elevação para em torno de US$ 4.000.
Dito isso, ainda não descartaria uma correção de curto prazo antes de entrarmos nos meses sazonais mais fortes de dezembro e janeiro.