Nova Zelândia viu o PIB recuar 0,9% no segundo trimestre, resultado bem abaixo do esperado pelo mercado e da própria previsão do banco central. A fraqueza atingiu vários setores, com construção e manufatura puxando a retração. As expectativas indicam mais dois cortes de 25 pontos-base no OCR, levando a taxa terminal a 2,50%.
Quando o crescimento orienta a política
O recuo do PIB evidencia uma economia que voltou à contração no segundo trimestre, após o avanço de 0,9% no período anterior. O tom mais fraco do consumo e da produção derruba o cenário de recuperação, reforçando a ideia de uma trajetória mais contida para o crescimento.
A fraqueza não ficou restrita a um único setor. Bens e serviços sentiram o impacto, em intensidade que surpreende pela amplitude. Mesmo com a redução de 250 pontos-base na taxa oficial, os dados sugerem que esse estímulo não foi suficiente para sustentar o momento. Esses números reforçam a visão entre alguns membros do comitê de política monetária que defendiam um movimento maior de estímulo.
O caso por cortes adicionais é claro diante da ociosidade que se amplia mais do que o previsto e de um impulso de crescimento abaixo das projeções. A previsão passa a incorporar cortes de 25 pontos-base em outubro e novembro, empurrando o OCR para 2,50% no final do ciclo. Essa mudança reflete a necessidade de política monetária adotar uma posição claramente estimulativa, com foco nos riscos de crescimento.