O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, declarou nesta quarta-feira que a taxa de juros atual permanece apropriada, levando em conta a evolução da inflação, as projeções de expansão monetária e a transmissão da política monetária pela economia.
Principais pontos
- A taxa de juros vigente continua adequada diante da inflação, das projeções do BCE e da maneira como a política monetária afeta a economia.
- O ambiente global é complexo e cheio de incertezas.
- Mesmo com rendimentos reais em alta, o consumo permanece moderado.
- Os mercados não estão errados o tempo todo, mas também não estão certos o tempo todo.
- A decisão tomada na quinta-feira foi unânime.
- Devemos manter as possibilidades abertas e prontos para ajustar a posição se a situação mudar.
- Um banco central independente é a melhor proteção contra a inflação alta.
- As expectativas de inflação só permanecem sob controle se investidores e consumidores confiarem que o BCE manterá preços estáveis.
- É crucial quando a política monetária é influenciada pela política fiscal — a dominação fiscal pode restringir as ações.
Reação do mercado
No momento da reportagem, o par EUR/USD operava cerca de 0,12% mais baixo, cotado a aproximadamente 1,1852.
Perguntas frequentes sobre o BCE
- O que é o BCE e como ele influencia o euro?
- O que é QE (afrouxamento quantitativo) e como afeta o euro?
- O que é QT (apertamento quantitativo) e como afeta o euro?
O BCE é o banco central da zona do euro, define a política de juros e visa a estabilidade de preços, mantendo a inflação próxima de 2%.
QE envolve compra de ativos para estimular a economia, o que tende a enfraquecer o euro. Foi usado em crises para sustentar a economia.
QT é o oposto de QE, reduz compras de dívida e não reinveste principal, o que costuma ser positivo para o euro.