Na terça-feira, a China anunciou um conjunto amplo de medidas para estimular o consumo de serviços, em meio a uma desaceleração da economia. O plano, divulgado por nove agências, incluindo os ministérios do Comércio e das Finanças e o banco central, promete abrir ainda mais setores como internet, cultura, telecomunicações, assistência médica e educação. Autoridades buscam atrair mais investimentos estrangeiros e privados, especialmente em saúde de médio a alto padrão, lazer e turismo.
As medidas também destacam o desenvolvimento da economia do esporte por meio de eventos internacionais, atividades de massa, competições boutique e ligas profissionais. Para apoiar essas iniciativas, Pequim utilizará recursos do governo central e títulos especiais locais para obras de infraestrutura em cultura, turismo, cuidado de pessoas idosas, creches e instalações esportivas. Instrumentos de política monetária deverão incentivar os bancos a ampliar crédito para empresas do setor de serviços.
A implementação ocorre num momento em que a produção industrial e as vendas no varejo em agosto registraram o menor crescimento desde o ano passado. Os formuladores de políticas já oferecem subsídios de juros a setores de serviço como alimentação e turismo, e foram destinados 231 bilhões de yuans em títulos de tesouro especiais para apoiar trocas de eletrodomésticos e eletrônicos. Economistas defendem que fortalecer o consumo de serviços é crucial à medida que Pequim enfrenta tarifas dos EUA e uma desaceleração mais ampla.
A aposta da China em impulsionar os serviços destaca a mudança de foco de Pequim para a demanda doméstica, diante da estagnação do crescimento. Embora as medidas visem cultura, saúde e turismo, podem ajudar a estabilizar setores atrelados ao consumo e apoiar ações ligadas a lazer e saúde. No entanto, a continuidade da fraqueza na produção industrial e nas vendas no varejo sugere pressões de crescimento ainda presentes, mantendo as expectativas de estímulos mais amplos vivas.