- USD/CHF estabiliza-se em torno de 0.7940, recuperando-se de mínimas recentes.
- Traders aguardam a revisão de referência do NFP dos EUA, prevista para 14:00 GMT, com perspectivas de corte de juros pelo Fed em setembro e a chance de recuo maior caso os dados sejam mais fracos que o esperado.
- Os mercados já precificam uma queda de 25 pontos-base na reunião de setembro, com a possibilidade de 50 bps caso as informações decepcionem ainda mais.
O franco suíço enfraquece levemente frente ao dólar, com o par USD/CHF estável após uma correção de dois dias, enquanto o dólar tenta se recuperar de mínimas de sete semanas. Investidores permanecem cautelosos antes das revisões preliminares do Bureau of Labor Statistics (BLS) sobre o NFP, que chegam às 14:00 GMT. As revisões costumam indicar que o crescimento de empregos no último ano foi superestimado, sinalizando um amaciamento do mercado de trabalho dos EUA.
No momento da redação, o USD/CHF oscila perto de 0.7945 na sessão americana, após tocar o menor nível desde 24 de julho. A modesta recuperação reflete uma recuperação pontual do dólar, apoiada pelo posicionamento pré-evento e por um leve recuo nos rendimentos dos Treasuries.
O índice do dólar (DXY), que acompanha o desempenho do dólar frente a um cesto de seis moedas, caiu para o menor nível em sete semanas — perto de 97,50 — antes de estabilizar. Ainda assim, o índice permanece sob pressão devido a uma visão dovish do Fed, com o mercado esperando que o banco central priorize o emprego máximo em seu mandato duplo, após o relatório de NFP mais fraco recente.
Segundo as estimativas, as revisões do NFP devem reduzir entre 475.000 e 1 milhão de empregos dos números publicados para os 12 meses até março de 2025. A explicação é que dados mais completos de impostos apontam para uma leitura menos robusta do mercado de trabalho, o que fortalece a expectativa de um corte de juros pelo Fed em setembro. Embora 25 pontos-base já estejam amplamente precificados, alguns participantes também consideram um movimento mais agressivo de 50 bps se os dados sinalizarem uma correção mais profunda.
Para os próximos dias, a atenção estará voltada para o PPI dos EUA, publicado na quarta-feira, e o CPI na quinta-feira, que devem oferecer novas pistas sobre a inflação. Dados mais fortes podem temperar as expectativas de cortes agressivos, enquanto leitura mais fraca reforçaria a justificativa para um corte maior. Do lado suíço, o foco recai sobre o discurso do presidente do SNB, Martin Schlegel, na quarta-feira, que sinalizou que a retomada de juros negativos continua como opção, se necessário.