Varejo do Reino Unido acelerou em agosto com tempo mais quente aumentando a demanda por alimentos, mobília e itens de volta às aulas, embora grande parte do ganho tenha vindo do aumento dos preços dos alimentos, segundo a British Retail Consortium (BRC).
As vendas totais cresceram 3,1% na comparação anual, após avanço de 2,5% em julho, enquanto as vendas iguais (like-for-like) subiram 2,9%, o ritmo mais rápido neste ano fora do impulso da Páscoa de abril.
Alimentação em alta com +4,7% frente a +1,8% em itens não alimentares.
A BRC alertou que os varejistas permanecem preocupados com a confiança do consumidor à medida que o Natal se aproxima, diante da incerteza sobre o orçamento do governo em novembro.
Dados do Barclays mostraram que o crescimento dos gastos do consumidor desacelerou para 0,5% em agosto, ante 1,4% em julho, com gastos com itens essenciais caindo, enquanto compras discricionárias — incluindo assinaturas da Netflix — subiram. O Barclays afirmou que cortes adicionais na taxa do Banco da Inglaterra devem ocorrer para sustentar a demanda, com a incerteza fiscal alimentando a cautela.
Perspectivas para o consumo e mercados
A combinação de vendas no varejo mais fortes com consumo geral mais fraco indica resiliência do agregado, porém fragilidade subjacente na demanda. Para os mercados, esse quadro pode moderar o potencial de alta da libra, dada a incerteza fiscal e a necessidade de mais estímulos do BoE, enquanto as pressões inflacionárias de alimentos continuam no radar de títulos e juros.