AUD/USD atinge máximas de seis semanas com foco em dados de confiança do consumidor na Austrália

  • AUD/USD subiu para máximas de seis semanas por volta de 0,6598, com o mercado de olho na linha de 0,6600.
  • O foco agora é na revisão do NFP dos EUA anunciada para terça-feira, seguida pelo PPI na quarta e pelo CPI na quinta.
  • No front australiano, as pesquisas Westpac de Confiança do Consumidor e os indicadores NAB de Condições e Confiança devem orientar o humor do mercado após o PIB do 2º trimestre.

O Dólar Australiano (AUD) opera em alta frente ao Dólar Americano (USD), estendendo o desempenho da semana passada, com o par AUD/USD alcançando a máxima em seis semanas, próxima de 0,66. O par se mantém sustentado por um dólar mais fraco e por yields de Treasuries mais baixos nos EUA, após o relatório de empregos não farmer (NFP) indicar desaceleração, alimentando apostas de estímulos adicionais pelo Federal Reserve (Fed).

No momento, o AUD/USD ronda 0,6584, avanço de quase 0,4% no dia. O par pode buscar novo impulso acima de 0,6600; caso haja uma ruptura convincente, pode-se abrir caminho para novos ganhos. Enquanto isso, o Dólar Index (DXY) permanece pressionado, próximo de mínimos de dois meses, em torno de 97,5.

As leituras de emprego nos EUA mostraram desaceleração no ritmo do mercado de trabalho. O mercado já precificava um corte de 25 pontos-base na reunião de setembro, mas a fraqueza do NFP elevou a probabilidade de uma medida maior de 50 bps, para cerca de 10%. Segundo o CME FedWatch, as chances de corte de 25 bps ficam em torno de 90%, com futuros apontando até três cortes no ano.

Atenção agora se volta para a revisão anual do NFP, que será divulgada na terça-feira. A atualização pode recalibrar o nível de payrolls de março e alterar a percepção sobre a força do mercado de trabalho nos últimos 12 meses. Economistas destacam que revisões para baixo reforçam a visão de superestimativa de emprego, apoiando o argumento de ajuste do Fed, enquanto revisões para cima podem moderar as expectativas de cortes agressivos. Além disso, a inflação ganha relevância, com dados do PPI chegando na quarta e o CPI na quinta-feira. Juntos, esses números devem orientar o caminho da política do Fed até a reunião de setembro.

Na Austrália, a agenda fica para as divulgações de Confiança do Consumidor Westpac para setembro e as sondagens de Condições e Confiança da NAB para agosto, que trarão novas leituras sobre o panorama doméstico. O PIB do segundo trimestre, mais forte que o esperado, reduziu as apostas de novos cortes pela RBA. O mercado aponta para cerca de 80% de probabilidade de um corte de 25 pontos em novembro, menos do que antes, com a expectativa geral de manter a política estável na próxima reunião.