O PMI de serviços da França para agosto indicou estabilização, ficando em 49,8, acima do patamar de 49,7 estimado previamente. Embora o setor permaneça abaixo de 50,0, apontando contração moderada, o emprego demonstrou expansão pela primeira vez desde novembro, sinalizando perspectiva de recuperação com cautela diante da fraqueza econômica atual.
Segundo a leitura da pesquisa, o PMI composto subiu para 49,8 em agosto, sugerindo o maior nível em um ano e melhoria gradual tanto em serviços quanto na indústria, com a desaceleração das taxas de queda. Entretanto, o ambiente econômico continua frágil e a instabilidade política pode reduzir essas primeiras sinalizações de recuperação.
As condições no setor de serviços seguem contidas, com retrações moderadas na atividade e nos volumes de novos pedidos, ainda que os índices permaneçam historicamente baixos. Pedidos externos recuaram significativamente e houve queda na base de clientes internacionais. Ainda assim, os backlogs cresceram no mês, impulsionados por faltas de trabalhadores e atrasos por parte dos clientes. Mesmo com o cenário fraco, empresas de serviços retomaram contratações em agosto após oito meses de cortes.
As expectativas para o negócio permaneceram abaixo da média de longo prazo. Na época da pesquisa, ainda não estava claro se haveria vota de confiança no parlamento para aprovar um orçamento de austeridade, o que aumenta a incerteza para o futuro das empresas.
As dinâmicas de preços no setor de serviços mudaram pouco, com custos de insumos e preços de saída subindo levemente. Isso sugere que as pressões de custo não estão aumentando de forma acentuada nem recuando significativamente, indicando estabilização relativa, mas também pouca energia na demanda.