O Morgan Stanley atualizou sua visão sobre a trajetória de juros e passa a considerar dois cortes da Fed neste ano, mantendo a possibilidade de que o primeiro movimento ocorra em setembro, embora não seja garantido.
Perspectiva de cortes: a instituição ressalta que um payrolls mais forte (aproximadamente 225 mil vagas em agosto) ou uma inflação pressionada por tarifas poderiam atrasar a decisão de reduzir as taxas neste mês. Além disso, o debate interno dentro da autoridade monetária permanece como um obstáculo, com dissidências prováveis entre alguns membros.
Por outro lado, uma queda relevante na criação de empregos pode levar a Fed a agir mais cedo, com um front‑loading de cortes já precificados pelo mercado. Ainda assim, a Morgan Stanley mantém a previsão de um caminho mais dovish para o próximo ano, incluindo cortes trimestrais até 2026 para uma taxa terminal entre 2,75% e 3,00%.