EUR/USD cai em direção a 1,1600 antes dos dados PMI da HCOB

  • EUR/USD enfrenta desafios antes dos dados PMI da Eurozona e da Alemanha, divulgados pela HCOB.
  • O Dólar Americano ganha terreno com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro.
  • Yields de 30 anos na França chegaram a 4,5% e na Alemanha a 3,41%, máximos desde 2009 e 2011, respectivamente.

O EUR/USD recua pela segunda sessão, operando por volta de 1,1620 nas horas de negociação asiática desta quarta-feira, com a divulgação dos PMI da Eurozona e da Alemanha no radar.

O par encontra pressão à medida que o dólar se fortalece, impulsionado pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, com o rendimento de curto prazo em 3,65% e o de longo prazo em 4,28% no momento da redação. Rendimentos mais altos tornam ativos norte-americanos mais atraentes aos investidores globais, elevando a demanda pelo dólar.

No entanto, o sentimento de mercado ficou mais cauteloso após a Corte de Apelações do Circuito Federal dos EUA ter decidido que a maior parte das tarifas de Trump é ilegal, mantendo-as em vigor até a eventual apelação à Suprema Corte.

Além disso, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou na terça-feira que espera que a Suprema Corte aprove o uso de uma lei de poderes de emergência de 1977 para aplicar tarifas aos parceiros comerciais, e o governo tem um plano alternativo caso não ocorra. Trump, por sua vez, prometeu buscar uma decisão acelerada da Corte.

O Dólar enfrentou dificuldades conforme a atividade empresarial no setor de manufatura dos EUA sofreu contração leve em agosto. O PMI de Manufatura do ISM subiu para 48,7 de 48,0 em julho, mas ficou aquém da leitura esperada de 49,0. O ISM também mostrou leve alta no Employment Index para 43,8, enquanto o componente Prices Paid recuou para 63,7.

O JOLTS de vagas de emprego e o Fed Beige Book serão observados na sessão norte-americana. Os próximos dados de mercado de trabalho, como ADP, remuneração média por hora e payrolls não-agrícolas de agosto, também podem influenciar a decisão do Fed em setembro.

O par EUR/USD também encontra resistência diante de yields crescentes na dívida pública da zona do euro, com a França registrando 4,5% nos 30 anos e a Alemanha 3,41%, máximos desde 2009 e 2011, respectivamente. Preocupações com a dívida francesa ajudam a explicar as dúvidas sobre o cenário, com François Bayrou enfrentando voto de confiança na próxima semana. O plano alemão de médio prazo projeta cerca de €500 bilhões em novas dívidas líquidas até 2029 para sustentar maiores gastos com infraestrutura e defesa. Entretanto, o lado negativo do euro pode ficar contido, pois a inflação mais persistente reforça a expectativa de que o BCE manterá as taxas inalteradas na reunião de setembro. O HICP da zona do euro subiu 2,1% na comparação anual em agosto, acima das expectativas e da meta de 2,0% do BCE.